Voa Um Pássaro Solitário
Se Iludindo na Êfemera Liberdade
De Uma Fria Manhã de Agosto
Cercado Pela Podridão Humana
Os Odores do Descaso Predominam
E a Tosse Insistente é Abafada
Pelo Caótico Trânsito Urbano
O Sol Surge Para Me Aquecer
Seu Calor Brando Me Consola
Me Renova a Esperança
De Que Este Dia Pode Ser Melhor
Sob os Olhos Indiferentes dos Humanos
Transitando Apressados ao Meu Redor
Minha Insana Sina Me Sustenta
Me Forçando a Abrir os Olhos em Cada Amanhecer
Comer no Lixo o Resto
Fazer do Céu Meu Teto,
E Qualquer Coisa Por Dinheiro
Da Liberdade Meu Cativeiro.
[ Felipe R. - 08/2007 ]
