Quem sou eu

Minha foto
Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

domingo, 21 de julho de 2013

O ser avesso

Não é por mim, no inicio as coisas já eram assim
mas não posso acreditar, que um dia tudo irá mudar
a tribo tem suas leis, o ser avesso, o diferente não tem vez
se no fim da trilha se arrepender, de que valeu viver?

A sua verdade não pode ser subjulgada
a sua essencia não pode ser sugada
na palma da mão de buda estar sentado
e no centro equilibrado, não cair pra nenhum lado.

--

Felipe R.
=O)

Interius bestiæ

Está em mim, e faz parte de mim
não é algo que escolhi ter
simplesmente aparece e inflama
explode no peito, escorre, derrama

procuro mante-lo preso, em correntes
mas por vezes o deixo solto, correr
não importa se ele é o mau ou se sou eu
perdi o medo de me perder nessa espiral

--

Felipe R.
=O)

sábado, 20 de julho de 2013

Só é bonito porque é triste, se não fosse não teria razão de ser

Noite fria e iluminada, passa ela em claro pensando em coisas que jamais serão pronunciadas.

Sinistro é o teu olhar, vidrado no espelho,
quase um porta retrato do desespero.

Está digerindo todo aquele enorme sentimento,
e pode explodir a qualquer momento.

Sem tempo, os segundos passam ligeiros,
como o vento, soprando as brasas,
atiçando o fogo primeiro.

--

Felipe R.
=O)


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Não nascidos

Uma geração de não nascidos,
estão vivos,
mas não chegaram aqui de maneira natural,
eles tiveram um nascimento artificial,
uma vida artificial,
caminhando sem rumo,
consumindo coisas artificiais e por fim,
terão uma morte artificial.

__

Felipe R.
=O)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Pela fresta do sono

A luz que passa pelo prisma
faz um caminho até aqui
se não fosse o medo ou a cisma
não correria, eu pararia de fugir.
Ele já está em pedaços de novo.
Vai, pegue outro pedaço do meu coração
não espere o ultimo acorde, nem o refrão
quem sabe dessa vez não (atravesso o) morro.


--


Felipe R.
=O)

terça-feira, 9 de julho de 2013

A beira do abismo


Tanto sofrimento e dor por algo chamado amor
Olhos vazios e opacos, sem vida, sem esperança
não tem mais aquele brilho de quando era criança.

Onde será que ele está, que não nos vê aqui
caminhando na beira do abismo, lutando pra não cair.

--

Felipe R.
=O)

Na próxima estação


Corpo esguio, pele cor de ébano,
seus jeitos e trejeitos me aguçam os sentidos,
o mistério em seus olhos a ansiedade em suas mãos,
não sei onde isso vai dar mas já estou perdido.

Ensaio frases, gestos pra chamar tua atenção,
mas quando a hora chega, a coragem me falta,
nessas linhas escrevo o que brota do coração.
Ela vai descer na próxima estação, sem saber que foi amada.


--

Felipe R.
=O)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sob o céu...

E ele ficava ali esperando,
mantinha suas raízes
e tinha no peito
algo que queria ser livre,
mas também poder voltar.

Deve haver alguma razão,
pras suas flores desabrocharem
nessa estação.

--


Felipe R.
=O)