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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Quem de nós


Por um momento que seja
Ja sentiu falta de algo que não viveu
De alguem que não morreu
Ou algo que nunca foi seu

Se em cada escolha nossa
Cada sim ou cada não
Criasse uma nova dimensão
Nós que se dão numa breve distração

Se rasgasse o tempo que sempre passa
Como uma velha roupa esgarçada
O que havia nessa outra estrada
Uma solução ou uma outra cilada

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Felipe R.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

D-uas

Duas vezes meia noite
Num mês de lua azul
Duas almas perdidas
No hemisfério sul

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Felipe R.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Segurando nos Calcanhares

Quem são esses que você diz que morreram?
Não foram lembrados, nem vingados!
Não tiveram a sorte de serem transformados em mártires!
Não eram jornalistas, intelectuais ou jovens burgueses.

Eram como sou, invisíveis,
até que um dia, espero eu,
que todos os números,
invisíveis e esquecidos,
ressucitem e lutem.

Se não for agora, quem sabe em cem anos.

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Felipe R.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Já não era a primeira vez

Eu te fiz cantar quando já nao havia musica em você
E te mostrei as cores no seu mundo cinza
Em seus delírios mais absurdos, ensinei
Que nem só de encantos se faz um príncipe

Os fios que nos unem, foram fiados na incerteza
As tramas em que embarcamos sem comprar ingresso
O contrato que firmamos sem assinar ou estar impresso
E mesmo num turbilhão de caos, encontrar alguma beleza

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Felipe R.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Je veux la vie

Parar de pensar na vida
como ela poderia ser
e aceitar a vida como ela é

É um tormento pra mim
aceitar a vida tem que ser assim
A vida sem ilusão,  sem magia

Deixe estar, as coisas como são
A lua cheia, de ver tantas coisas
Em revolução se renova na escuridão

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Felipe R.