Quem são esses que você diz que morreram?
Não foram lembrados, nem vingados!
Não tiveram a sorte de serem transformados em mártires!
Não eram jornalistas, intelectuais ou jovens burgueses.
Eram como sou, invisíveis,
até que um dia, espero eu,
que todos os números,
invisíveis e esquecidos,
ressucitem e lutem.
Se não for agora, quem sabe em cem anos.
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Felipe R.
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