Gestam gestos gigantes
Jogam jogos jocosos
Giram janelas e girassóis
Geração de jovens girafas.
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Felipe R.
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• ƒєℓi ρє • کρФФkعy • Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro - Não ajuste sua TV esta é a realidade
Gestam gestos gigantes
Jogam jogos jocosos
Giram janelas e girassóis
Geração de jovens girafas.
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Felipe R.
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Aqui não há mais,
nem carne, nem alma
Descansa, não jaz
Toda fúria, acalma
Toda sombra, desfaz
Uma estrela da sorte
Um raio de luz fugaz
Dentre nós o mais forte
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Felipe R.
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Desde muito jovem
foi ensinado a acreditar
olhar o céu, desenhar a nuvem
Não ter medo de ir, nem de voltar.
Cansado de tudo, quebrou o jejum
Gritou "O Lobo" no meio da praça
de caçador virou caça
a meio caminho de lugar nenhum
Toda vez que Zéfiro soprar
mesmo sem merecer, vai lhe buscar
Perdido em meio a tramas e malhas
Eis aqui um conto de falhas.
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Felipe R.
=O)
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Eu não sinto nada
Nao consigo sentir nada
Só não posso suportar esse silêncio.
Nada de novo acontece
Só umas reprises de filmes
Que ninguém foi ver.
Acende um fósforo
Iluminando seu rosto
Essa é uma noite rara.
Eu não vi a luz
Só esse vazio, oco
corroendo tudo ao redor.
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Felipe R.
=O)
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Pra que vou dizer pra ela
Que ela é pura poesia
Se move em harmoniosa melodia
Cintila sob o sol, tão linda e bela
Se o que ela quer é me morder
E me arrancar até o último suspiro
Mergulhar numa vodka qualquer
No fim, não fujo, nas unhas e gritos, expiro.
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Felipe R.
=O)
∆
As vezes me bate uma nostalgia
De coisas que não vivi
De quando podia sentir a magia
As pessoas que nunca conheci
Dos beijos que não demos
Os filhos que não tivemos
Nossos crepúsculos e auroras
Das loucuras fora de hora
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Felipe R.
=O)
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Não há onde ir, nem o que fazer
Fechou-se o portão de ferro
Transborda o medo, o que dizer
Não sei a dose, o que acontece se erro.
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Felipe R.
=O)
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A sorte de ser protegido,
Ou a oportunidade de se virar
A dádiva de ser provido
Ou criar força pela astúcia
Ser social ou ser esperto
Não ser feliz não é correto?
E nós nascemos e morremos sós
Só não se una a esta súcia atroz
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Felipe R.
=O)
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Queria poder te dizer pessoalmente como um olhar seu já salvou meu dia, minha vida.
Queria poder te fazer entender o que grita e pulsa no meu peito.
Queria poder te mostrar quem eu sou e quem posso ser pra você.
Queria poder ser o motivo do seu sorriso.
Queria poder, mas não posso.
Não devo.
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Felipe R.
=O)
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Senti seus dentes rasgando minha carne,
os dedos rabiscando hieróglifos no papiro da pele
Aquele aroma intenso de sangue e mel
as faíscas dos seus olhos me incendiando
Aumenta a velocidade até tudo silenciar
As luzes na janela gritam e explodem no final
Sete bilhões de pedaços voando pelo ar
E das nossas profundezas, um sinal.
Holocausto Literário
Na Cidade de Porcelana
Um menino segue a Lua
Era um mestiço miúdo
Ouviu a conversa do vento
Num Rio de Nuvens
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Felipe R.
=O)
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Com as cordas tendineas
Do meu coração
Fiz uma aliança pra ela
Prova de afeição
Quantas aventuras
Eu deixei de viver
Pois meu coração
Já não pode mais bater
Quantos artifícios
Ela utilizou
Pra ter só pra ela
O que nunca usou.
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Felipe R.
=O)
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(Uma paródia de Prova de Carinho - Adoniran Barbosa)
Numa noite dessas de chuva
Depois de um dia quente
Em um bar qualquer
Enchi um copo de esperança
Somos instantes, constantes
Contrastantes, vagantes
Não busca o fim, olha o caminho
Toma um chá, come um bolinho
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Felipe R.
=O)
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Eu não suporto a melancolia dessa geração
apatia, são todos frios, só desolação
já não sentem dor, nem medo, nem nada
e se arrastam pela noite, sem sonhar com a alvorada.
Nas palavras do inimigo a verdade surge
quem pode imaginar o poder dessa história.
A areia não para de cair, o tempo urge
na navalha da loucura, reencontrar sua memória.
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Felipe R.
=O)
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To acostumado a perder, pro que mente mais, pro que tem mais bens, pro que é mais bonitinho, pro que é mais sonso.
To acostumado a brigar, pelo que eu não quero, pelo que eu não preciso, pelo que não serve mais, pelo que já passou.
To acostumado a sonhar demais, a acreditar no pra sempre, no só mais uma vez e no eu nunca mais faço.
To acostumado demais, mal acostumado, preciso me desacostumar.
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Felipe R.
=O)
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Não é por mim, no inicio as coisas já eram assim
mas não posso acreditar, que um dia tudo irá mudar
a tribo tem suas leis, o ser avesso, o diferente não tem vez
se no fim da trilha se arrepender, de que valeu viver?
A sua verdade não pode ser subjulgada
a sua essencia não pode ser sugada
na palma da mão de buda estar sentado
e no centro equilibrado, não cair pra nenhum lado.
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Felipe R.
=O)
∆
Está em mim, e faz parte de mim
não é algo que escolhi ter
simplesmente aparece e inflama
explode no peito, escorre, derrama
procuro mante-lo preso, em correntes
mas por vezes o deixo solto, correr
não importa se ele é o mau ou se sou eu
perdi o medo de me perder nessa espiral
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Felipe R.
=O)
∆
Noite fria e iluminada, passa ela em claro pensando em coisas que jamais serão pronunciadas.
Sinistro é o teu olhar, vidrado no espelho,
quase um porta retrato do desespero.
Está digerindo todo aquele enorme sentimento,
e pode explodir a qualquer momento.
Sem tempo, os segundos passam ligeiros,
como o vento, soprando as brasas,
atiçando o fogo primeiro.
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Felipe R.
=O)
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Uma geração de não nascidos,
estão vivos,
mas não chegaram aqui de maneira natural,
eles tiveram um nascimento artificial,
uma vida artificial,
caminhando sem rumo,
consumindo coisas artificiais e por fim,
terão uma morte artificial.
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Felipe R.
=O)
∆
Sob tua pele tão alva
O vejo correr, teu sangue pulsar
O que transborda em seu olhar
É o espelho da tua alma
Sobre tua pele tão escura
Cravejada de brilhantes
Estrelas de sal, debaixo do sol
Sorriso que toda dor cura
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27/09/2011
Felipe R.
=O)
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Onde está seu coração,
Onde estão seus desejos,
Onde foram parar seus sonhos,
Não é fácil viver, não desista, resista!
Felipe R.
=O)
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Uma caneca, meio litro de mágoas
Sete colheres e um pouquinho pra adoçar
Liga o fogo, espera esquentar
Pega outra caneca pra preparar
Co a dor
Três colheres e um poquinho pra amargar
Já ferveu, se prepare pra passar
O café está pronto, mas a menininha não vai tomar.
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Felipe R.
=O)