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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

domingo, 20 de julho de 2014

Caso Oblíquo


O oco da vida
é o eco da alma
que mesmo partida
(des)constrói nova calma

Os prédios e os prêmios
sós, vazios e abandonados
flutua a noite e os boêmios
com seus versos inacabados

Penhora nossa liberdade pela destreza
da mão que manuseia a lança
os olhos que disparam setas como certezas
garantias para o retorno com segurança

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Felipe R.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

De echarpe lilás


Ela saiu nem pagou a conta
Fumou seu cigarro até a ponta
Atravessou a rua meio tonta
Se equilibrando no salto, não desmonta

Chegou na escada, pediu licença
Sentou, falou e riu, ninguém notou sua presença
E tocava, o partido alto
Era o seu coração partido, tomado de assalto

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Felipe R.