Nada de bom pode nascer de um ventre morto
Tantos milhões de murmúrios povoam a noite
Viajo nesse microcosmo sem parar em nenhum porto
As correntes não me prendem, me levam, desde que foi-te
Nesse encontro bizzaro de carnes, sinapses e fluidos
Explodem em milhões de mísseis nucleares coloridos
Vai crescendo no casulo visceral o tão amado parasita
Ele nem sabe que é aqui do lado de fora onde todo mal habita
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Felipe R.
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