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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Não sei ao certo como

Ainda estou de pé
Tropeço as vezes,
É difícil me equilibrar
Ainda estou de pé
Nao sei como caminhar
Pode demorar alguns meses
Ainda estou de pé
Os pés teimam em vacilar

As mãos ainda tremem
Sinto algo estranho
Um buraco, vazio no ventre
As mãos ainda tremem
Suor frio escorre, nele me banho
Minhas pernas congelam sempre
As mãos ainda tremem
E na boca o gosto amargo do medo

Como conter a fúria alucinante
Com o descaso pelos sentimentos
A falta de zelo pelo cuidado prestado
Como conter a fúria alucinante
Não se dissolve em nenhum momento
Um horrível monarca a ser destronado
Como conter a fúria alucinante
Que lateja e pulsa a todo instante

E me lembra que estou vivo
Mesmo sem saber como ou porque
São lancinantes as dores do crescimento
E me lembra que estou vivo
Mais uma vez perdido e sem motivo
No escuro e correndo perigo
E me lembra que estou vivo
Um sacrifício de mim mesmo apresento

Aqui entrego, corpo, mente e espirito
Nesse altar, quente, úmido e escuro
Me encontro, frio, seco e iluminado
Aqui entrego, corpo, mente e espirito
Fluxo psíquico bio concentrado
Ondulando partículas e raios impuros
Aqui entrego, corpo, mente e espirito
Ainda estou de pé, tremendo, alucinando e vivo.


--

Felipe R.




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