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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

domingo, 22 de fevereiro de 2026

O Chamado das Musas

As musas vêm em sussurros,  
como brisas leves que não se vê,  
trazendo o fogo do invisível,  
acendendo a chama do querer.

Elas dançam entre o caos e o silêncio,  
plantando sementes de beleza e dor,  
e o coração, que já foi sereno,  
agora pulsa, tomado de fervor.

Palavras flutuam no vento,  
como estrelas que caem do céu.  
Eu as cato, uma a uma,  
moldando versos em seu véu.

No sarau, começou o murmúrio,  
as frases se lançaram ao ar,  
e no íntimo, a enxurrada veio,  
palavras que não consigo calar.

As musas me enchem de desejo,  
me empurram, me fazem criar,  
em cada verso, um pedaço de mim,  
um sopro de vida a despertar.

Mas o caminho da criação é duro,  
há dúvida, angústia e sofrer.  
O que parece ruir entre os dedos,  
amanhã, pode florescer.

Então releio, revisito,  
mergulho nas profundezas do meu ser.  
Cada verso, um fragmento da alma,  
cada rima, um eco do querer.

Entre a beleza e o sofrimento,  
a criação é meu destino,  
e as musas, incansáveis, me chamam,  
guiando-me sempre, em cada desatino.

E assim, sigo, acolhendo o mistério,  
desejo e esperança, em união.  
Pois a arte nasce desse encontro,  
entre a razão e a emoção.




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Felipe R.

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