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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Sombria Companheira

Não somos iguais, não fiques triste,
Não sofra, pois tua escuridão se dissipou na noite.
Eu a carrego em mim, como um eco que persiste,
Sempre fundida à minha, num laço de dor e tormento.

Porque um monstro não pode ser feliz?
Entre os escombros da alma e o pranto da solidão,
O amor se desfaz em cinzas de um destino infeliz,
Errante, vagueamos, marcados pela eterna contradição.

Nas noites mais escuras onde a dor consome,
Meus dedos de ferro em brasa tocam teu peito, marcado,
A tempestade interna grita, e o silêncio some,
Enquanto juntos afundamos, presos ao fardo pesado.

A chama em nossos corpos, ardente e cruel,
Queima tudo o que fomos, mas não nos apaga.
Nos teus olhos, um abismo imortal e fiel,
Que me atrai, me condena, me arrasta e me traga.

Em cada beijo, um veneno doce e lento,
Em cada suspiro, o retrato do desgosto.
Vivemos nas sombras, mas o amor, em tormento,
Nos envolve com um laço de fúria a contragosto.

Teu nome é a maldição que não posso dispersar,
Cada pensamento em ti é uma borbulha de angústia.
Mesmo que eu queira escapar, eu estarei lá,
Prometendo te amar, como uma dor que nunca nos justifica.

Eu te carrego, sombria companheira,
Deixando nossos corpos transitar pelo abismo.
E não importa o quanto o destino nos separe,
Com minha alma ferida, serei teu eterno exílio.



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Felipe R.

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