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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Ainda um Frankenstein

Anos se passaram desde aquela confissão amarga,
Ainda carrego o fardo da alma fragmentada, Ainda um Frankenstein, em constante batalha,
Contra minha própria essência, dilacerada.

Lembranças fragmentadas, como cacos de um espelho,
Refletem a dor, o sofrimento, a solidão,
Cicatrizes profundas, marcadas em cintilante vermelho,
Quebrado pelo tempo, pela cruel ilusão.

Mas no meio do caos, uma nesga de esperança,
Um sonho que teima em não se apagar,
Encontrar a Noiva Frankenstein, na vastidão da intemperança,
Alguém que aceite os pedaços, sem julgar.

Uma alma que eu reconheça a monstruosa beleza,
Que veja além das cicatrizes, da dor,
Que abrace a fragilidade, com terna gentileza,
E complete o ser, nesse monstruoso amor.

Juntos, desafiar as normas, a falsa perfeição,
Nessa união imperfeita, encontrar redenção,
Duas metades fragmentadas, em eterna união,
No amor monstruoso, a verdadeira libertação.



--

Felipe R.

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