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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Ouço desde sempre

uma voz no vazio
todas as noites
tenho falado com as estrelas
com a noite escura e sombria

então aqui estou, a me decompor
despido, ao seu dispor
desolado, sempre ao meu lado
a tanto tempo perdido, abandonado

só ouço aquela velha canção de ninar
que toca, toca e não para de tocar
tão fundo que só ficam os cotovelos de fora
puxa pra fora e espalha o que outrora eu fora

e hoje eu não sou mais invisível
tampouco um quark indivisível
múltiplo como os átomos do multiverso
tão singelo pra caber nesse pequeno verso


--

Felipe R.

∆ 

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