uma voz no vazio
todas as noites
tenho falado com as estrelas
com a noite escura e sombria
então aqui estou, a me decompor
despido, ao seu dispor
desolado, sempre ao meu lado
a tanto tempo perdido, abandonado
só ouço aquela velha canção de ninar
que toca, toca e não para de tocar
tão fundo que só ficam os cotovelos de fora
puxa pra fora e espalha o que outrora eu fora
e hoje eu não sou mais invisível
tampouco um quark indivisível
múltiplo como os átomos do multiverso
tão singelo pra caber nesse pequeno verso
--
Felipe R.
∆
todas as noites
tenho falado com as estrelas
com a noite escura e sombria
então aqui estou, a me decompor
despido, ao seu dispor
desolado, sempre ao meu lado
a tanto tempo perdido, abandonado
só ouço aquela velha canção de ninar
que toca, toca e não para de tocar
tão fundo que só ficam os cotovelos de fora
puxa pra fora e espalha o que outrora eu fora
e hoje eu não sou mais invisível
tampouco um quark indivisível
múltiplo como os átomos do multiverso
tão singelo pra caber nesse pequeno verso
--
Felipe R.
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