Nas profundezas do meu deserto, árido e sem luz,
Encontrei tua pele, um oásis, que não faz juz
A Ísis dos meus sonhos, deusa da paixão,
Tu me fizeste renascer, com tua canção.
Em cada toque, um rio que me inunda,
Teus lábios, um deserto que transmundo. Com o teu doce calor, a vida me invade,
E em teus braços, a morte tem piedade.
Eu te faria flutuar em cada toque,
Irrigaria todo o deserto com o suor e saliva que arrancarei do teu corpo,
E com seus gemidos fazer a música da criação do universo,
Ecoar em cada canto do teu corpo com o meu por toda vastidão das eras!
Como Osíris, jazia em trevas, em pedaços
Mas teu amor juntou-os com laços
Com o feitiço do corpo, devolveu-me a vida eterna,
E no ambar dos teus olhos, a luz que me governa.
Em cada sussurro, um mantra sagrado,
Em cada gemido, um universo criado.
Com teu corpo, me elevo aos céus,
E em teus braços, encontro meus deuses.
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Felipe R.
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