Eu sou a escolhida, a sétima filha,
da sétima filha, nascida sob os véus da lua.
Minha alma, tecida em mistério e desejo,
clama por ti, Príncipe das Trevas,
que cavalga o vento em teu corcel negro.
Sob as folhas azuis do carvalho sagrado,
à meia-noite,
minhas mãos serão guias na escuridão.
O vinho, sangue dos antigos,
fluirá em nossos lábios,
e a fogueira será testemunha
da dança que transcende o tempo.
Eu, consorte das trevas,
te reclamo como minha igual.
Nosso enlace não é de submissão,
mas de poder compartilhado,
onde corpos se unem,
em um altar de pedra,
consumidos pelo fogo e pela fúria.
Montarás ao meu lado,
pele, pêlo, e almíscar,
e juntos cavalgaremos pela noite eterna,
cantando louvores à Deusa Eostre,
enquanto os céus e a terra
se curvam diante de nossa união divina.
--
Felipe R.
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