Em um delicado resquício de paixão,
Busco retornar àquela pequena fração,
de eternidade, quase nossa, vivida com devoção,
Emaranhados no anseio de corpos em comunhão.
O que fazer com imagens do que não foi consumado,
cenas do que poderia ter sido, não vivido, abandonado?
Os olhares enternecidos, nosso segredo guardado,
Num turbilhão de ardor, desejo evocado.
Recordo do abraço consentido, tão mágico,
Onde nossos corpos se encontraram em conexões lógicas.
As memórias fluem, doces e trágicas,
No bailado sensual do desejo, ardente e enigmático.
E como esquecer a voz que sussurava prazer em meus ouvidos,
Promessas sensuais, suspiros imaginários, todos perdidos?
Qual a distância segura? onde ainda estamos perdidos?
No labirinto do amor, e em seus mistérios instruídos.
--
Felipe R.
∆

Nenhum comentário:
Postar um comentário