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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Engodos da Serpente

Será que estamos, ouvindo a mesma música, que estamos na mesma página? Será que o algoritmo da vida dai nos deixar dançar ou vai nos jogar no canto da sala, cada um num canto do mundo, e mesmo estando tão perto estaremos tão longe.

Quais as escolhas que temos, e as que realmente fizemos, será que fomos marionetes das vontades dos outros, do que os outros fizeram com a gente, mastigaram e cuspiram nossa mente, estamos tão em pedaços, em tantas partes, em tantos lugares.

Agora, aqui sentado, eu olho pra tudo que eu produzi, cartas, poemas, atos de servidão. Nem vou falar de lhe entregar hipotéticamente o meu coração, muito menos das dessincronicidades que no universo pode ter gerado, mas ao que parece, o sentimento por mim cultivado, mesmo que correspondido, nunca foi respondido e acabou reprovado.

Talvez esteja presa nos engodos da serpente, sua pele, um supiro tão ardente, já não sei mais, era só um rapaz, também tão pisado pelas más experiências, ainda tinha consciência de que queria um amor, essa palavra que pode ser tantas coisas ou nada, mas que termina com a rima finada, de um poema que nem começou. 



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Felipe R.


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