Eu sou o eco da luz,
um viajante perdido nas brumas da fé,
da sétima geração, mas não da sétima filha,
nascido sob a cruz, atraído pelo mistério.
Teus olhos, estrelas que desafiam o céu,
me chamam para dançar na escuridão.
Sob o manto do carvalho antigo,
onde sombra e luz se entrelaçam,
à meia-noite,
minhas mãos, antes firmes em oração,
agora anseiam por ti,
querendo explorar o desconhecido.
Teu perfume, um incenso que dissolve certezas,
invade minha alma,
e a fogueira em teu olhar
é um chamado que não posso ignorar.
Tu, guerreira da natureza,
te afirmas como força indomável.
Teu ser não é de pureza, mas de poder,
onde carne e fúria se entrelaçam,
e a paixão ecoa na noite.
Em um altar de sombras,
entrego-me, não ao temor,
mas à certeza de que este momento é único.
Cavalgarás ao meu lado,
instinto em cada toque,
juntos, exploraremos a vastidão da noite,
cantando hinos que desafiam as estrelas,
enquanto terra e céu se curvam,
rendidos à força de nossa união.
Não temo o que virá,
mas aceito a tempestade que me transforma,
pois em tua presença,
encontro a liberdade de ser,
e a paixão que renova minha crença.
--
Felipe R.
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