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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Descontrole

Em um mar de palavras desordenadas, navego sem bússola, sem porto seguro. 
Significados naufragados, em ondas de incompreensão, se afogam no escuro.
Brinco de ilusionista, com versos como cartas na manga,
Engano o teu olhar, te prendo na minha dança.

Mergulho entre abismos de subjetividade, 
Onde a verdade se esconde, em sua própria relatividade.
Mas cuidado, meu caro leitor, nem tudo é o que parece, 
Nem sempre a palavra é fiel, nem sempre a mente obedece.

No meu poema, labirinto de enigmas e charadas, 
Pode se perder, ou se encontrar, nas teias armadas.
Pois a linguagem, meu caro, é traiçoeira por natureza, 
Capaz de construir castelos ou te levar à loucura ou a grandeza.

Então, desvende os meus versos, se tiveres coragem,
Mas saiba que a verdade, talvez, esteja fora da miragem.
Libere-se das amarras da lógica e da razão, Abrace o paradoxo, a contradição.

No reino do descontrole, a poesia reina suprema, 
Onde o impossível se torna possível, e o real se torna um poema.



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Felipe R.


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