Em um mar de palavras desordenadas, navego sem bússola, sem porto seguro.
Significados naufragados, em ondas de incompreensão, se afogam no escuro.
Brinco de ilusionista, com versos como cartas na manga,
Engano o teu olhar, te prendo na minha dança.
Mergulho entre abismos de subjetividade,
Onde a verdade se esconde, em sua própria relatividade.
Mas cuidado, meu caro leitor, nem tudo é o que parece,
Nem sempre a palavra é fiel, nem sempre a mente obedece.
No meu poema, labirinto de enigmas e charadas,
Pode se perder, ou se encontrar, nas teias armadas.
Pois a linguagem, meu caro, é traiçoeira por natureza,
Capaz de construir castelos ou te levar à loucura ou a grandeza.
Então, desvende os meus versos, se tiveres coragem,
Mas saiba que a verdade, talvez, esteja fora da miragem.
Libere-se das amarras da lógica e da razão, Abrace o paradoxo, a contradição.
No reino do descontrole, a poesia reina suprema,
Onde o impossível se torna possível, e o real se torna um poema.
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Felipe R.
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