Eu vou mantê-la guardada,
no recanto mais profundo do meu coração,
onde o tempo não faz morada,
e o silêncio preserva nossa canção.
Mesmo que o mundo desabe ao meu redor,
e novas moradas venha a encontrar,
você sempre terá onde repousar,
como chama do eterno ardor.
Quando a noite for fria e longa,
e os ventos sussurrarem solidão,
lembre de mim, um verso pra sua milonga,
um porto, sempre à disposição.
Em meio ao caos, sou teu refúgio,
nos teus olhos, a paz que almejo.
A vida é breve, um vento ligeiro,
o que criamos é eterno e certeiro.
A noite me envolve em saudade profunda,
e em cada estrela, teu olhar vem brilhar.
A distância nos separa, mas a lembrança acalma,
meu cansado coração, tua imagem o faz pulsar.
Esse presságio de amor que floresceu,
no mais profundo recanto se escondeu.
É meu tesouro, meu ar, meu sol, meu céu,
e no fundo dos meus olhos, te guardarei fiel.
És a lua que ilumina minhas noites,
a estrela que guia o meu caminhar.
Em ti, encontro o abrigo que espero,
e no meu coração, ardor a transbordar.
--
Felipe R.
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