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Um Príncipe das Trevas num Cavalo Negro • R e s p i r e F u n d o • ∆

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Aqui está, Está aqui

Viver não só existir
A coragem é implícita pois
É uma moça, e ela é os dois
Agora nada a impede de sorrir

Depois das palavras ditas
Antes dos olhos se cruzarem
Depois das heranças malditas
Antes das borboletas voarem

Haviam ainda outros dois que queriam provar
dos seus beijos, chegar ao altar
Um era platônico, a outra por imposição
Sonham juntos numa noite de verão

Havia ainda um quinto, o amante finado
Colocou em colisão o desastre anunciado
E o doce mais gostoso a notícia azedou
Mas o fogo redentor a alma dele libertou

Em grande dor, mas pra todos salvar
A proposta descabida, a separação, o altar
Ele não resistiu a luz, nem a dela, nem do luar
A alma para o céu, o corpo para o mar

E a moça chorou tanto, de tristeza e alegria
Dentro do seu vivo ventre uma parte do amor morto
Não há um olho seco de leste a oeste desse porto
A esperança, mesmo triste, a fazia feliz. Todo dia

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Felipe R.



Inspirado pela Borboleta Leila/Luci e no espetáculo "Se essa lua fosse minha"

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