Viver não só existir
A coragem é implícita pois
É uma moça, e ela é os dois
Agora nada a impede de sorrir
Depois das palavras ditas
Antes dos olhos se cruzarem
Depois das heranças malditas
Antes das borboletas voarem
Haviam ainda outros dois que queriam provar
dos seus beijos, chegar ao altar
Um era platônico, a outra por imposição
Sonham juntos numa noite de verão
Havia ainda um quinto, o amante finado
Colocou em colisão o desastre anunciado
E o doce mais gostoso a notícia azedou
Mas o fogo redentor a alma dele libertou
Em grande dor, mas pra todos salvar
A proposta descabida, a separação, o altar
Ele não resistiu a luz, nem a dela, nem do luar
A alma para o céu, o corpo para o mar
E a moça chorou tanto, de tristeza e alegria
Dentro do seu vivo ventre uma parte do amor morto
Não há um olho seco de leste a oeste desse porto
A esperança, mesmo triste, a fazia feliz. Todo dia
--
Felipe R.
∆
Inspirado pela Borboleta Leila/Luci e no espetáculo "Se essa lua fosse minha"
A coragem é implícita pois
É uma moça, e ela é os dois
Agora nada a impede de sorrir
Depois das palavras ditas
Antes dos olhos se cruzarem
Depois das heranças malditas
Antes das borboletas voarem
Haviam ainda outros dois que queriam provar
dos seus beijos, chegar ao altar
Um era platônico, a outra por imposição
Sonham juntos numa noite de verão
Havia ainda um quinto, o amante finado
Colocou em colisão o desastre anunciado
E o doce mais gostoso a notícia azedou
Mas o fogo redentor a alma dele libertou
Em grande dor, mas pra todos salvar
A proposta descabida, a separação, o altar
Ele não resistiu a luz, nem a dela, nem do luar
A alma para o céu, o corpo para o mar
E a moça chorou tanto, de tristeza e alegria
Dentro do seu vivo ventre uma parte do amor morto
Não há um olho seco de leste a oeste desse porto
A esperança, mesmo triste, a fazia feliz. Todo dia
--
Felipe R.
∆
Inspirado pela Borboleta Leila/Luci e no espetáculo "Se essa lua fosse minha"

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