Um coração que pulsa quebrado,
se corta e se arranha, sangra e dói
enquanto bate, e não para se destrói,
O coração e o tempo nunca ficam parados
Eu já te matei tantas vezes, não é lorota
de infinitas formas e requintes de crueldade
tentar tirar você de mim, mas que ambiguidade
Mas toda vez que te enterro, você brota
Se te afundo num rio, volta Vitória-Régia
Se numa fogueira te queimo, volta poeira
Se te lanço no espaço longínquo, volta cometa
Por favor, não cometa mais nenhuma atrocidade
Me deixa ser livre, pelo menos pra sofrer sozinho
Não sei se consigo te encontrar pelo caminho
E fingir costume, forçar sorrisos e gentileza cristã
É o suplício eterno, auto imposto, da ilusão de um amanhã
O tempo corre, escorre, não para nunca, é uma espiral de elos que nos prendem mais e mais, passado e futuro vazios, com um presente inexistente.
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Felipe R.
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